UFRR pede reforço policial de forças federais após invasões do campus em Boa Vista
UFRR pediu apoio da PF, PRF e Força Nacional João Gabriel Leitão/g1rr A Universidade Federal de Roraima (UFRR) pediu nesta segunda-feira (19) o reforço do policiamento federal e medidas de segurança d...
UFRR pediu apoio da PF, PRF e Força Nacional
João Gabriel Leitão/g1rr
A Universidade Federal de Roraima (UFRR) pediu nesta segunda-feira (19) o reforço do policiamento federal e medidas de segurança durante a semana das eleições no campus Paricarana, em Boa Vista. A solicitação ocorre após dois episódios de invasão e depredação.
De acordo com ofícios aos quais o g1 teve acesso, a reitoria solicitou o apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Polícia Federal (PF) e da Força Nacional, por meio da Casa de Governo de Roraima. A medida busca garantir a segurança da comunidade acadêmica e preservar as atividades de ensino.
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A solicitação foi motivada por dois episódios recentes em que grupos externos entraram em blocos da universidade sob o argumento de realizar "fiscalização político-partidária". De acordo com a reitoria, essas ações interromperam atividades acadêmicas e causaram intimidação a estudantes, professores e servidores.
No ofício, a UFRR afirma que os episódios colocam em risco a integridade física da comunidade acadêmica e ferem a autonomia universitária e os princípios que regem o ambiente acadêmico. O pedido é para que os agentes reforcem o policiamento no campus ao longo de toda a semana eleitoral, para evitar novos episódios de violência, invasões e constrangimentos.
Invasão
O primeiro episódio ocorreu nesta sexta-feira (16), quando estudantes do curso de Direito da UFRR denunciaram o deputado estadual Marcinho Belota (PL) e a ex-candidata a deputada federal Athally Albuquerque (Republicanos) por destruírem panfletos informativos no campus.
De acordo com a denúncia, os dois entraram na instituição alegando que os panfletos com informações sobre o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) eram "fake news". Antes da ação, eles teriam procurado a Reitoria da UFRR para pedir a retirada do material, mas o pedido foi negado porque a universidade entendeu que a divulgação respeitava a legislação eleitoral.
Ainda conforme o registro da denúncia, os dois foram até o bloco do curso e rasgaram os materiais deixados pelos estudantes. O documento também afirma que eles tentaram provocar os alunos presentes para gerar confronto.
Segundo caso
A segunda invasão ocorreu neste sábado (17), quando um grupo com cerca de cinco pessoas entrou nos blocos de Direito e do Centro de Ciências Humanas (CCH) da UFRR. Eles interromperam as aulas e retiraram cartazes com conteúdos informativos e políticos. Segundo a Polícia Militar (PM), os integrantes alegaram que fiscalizavam propaganda político-partidária na instituição.
Ainda de acordo com a PM, o grupo retirou uma bandeira do prédio de Direito e depois seguiu para o CCH, no campus Paricarana, no bairro Aeroporto, onde recolheu materiais fixados nas paredes.
Agora no g1
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João Gabriel Leitão/g1rr
A Universidade Federal de Roraima (UFRR) pediu nesta segunda-feira (19) o reforço do policiamento federal e medidas de segurança durante a semana das eleições no campus Paricarana, em Boa Vista. A solicitação ocorre após dois episódios de invasão e depredação.
De acordo com ofícios aos quais o g1 teve acesso, a reitoria solicitou o apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Polícia Federal (PF) e da Força Nacional, por meio da Casa de Governo de Roraima. A medida busca garantir a segurança da comunidade acadêmica e preservar as atividades de ensino.
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A solicitação foi motivada por dois episódios recentes em que grupos externos entraram em blocos da universidade sob o argumento de realizar "fiscalização político-partidária". De acordo com a reitoria, essas ações interromperam atividades acadêmicas e causaram intimidação a estudantes, professores e servidores.
No ofício, a UFRR afirma que os episódios colocam em risco a integridade física da comunidade acadêmica e ferem a autonomia universitária e os princípios que regem o ambiente acadêmico. O pedido é para que os agentes reforcem o policiamento no campus ao longo de toda a semana eleitoral, para evitar novos episódios de violência, invasões e constrangimentos.
Invasão
O primeiro episódio ocorreu nesta sexta-feira (16), quando estudantes do curso de Direito da UFRR denunciaram o deputado estadual Marcinho Belota (PL) e a ex-candidata a deputada federal Athally Albuquerque (Republicanos) por destruírem panfletos informativos no campus.
De acordo com a denúncia, os dois entraram na instituição alegando que os panfletos com informações sobre o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) eram "fake news". Antes da ação, eles teriam procurado a Reitoria da UFRR para pedir a retirada do material, mas o pedido foi negado porque a universidade entendeu que a divulgação respeitava a legislação eleitoral.
Ainda conforme o registro da denúncia, os dois foram até o bloco do curso e rasgaram os materiais deixados pelos estudantes. O documento também afirma que eles tentaram provocar os alunos presentes para gerar confronto.
Segundo caso
A segunda invasão ocorreu neste sábado (17), quando um grupo com cerca de cinco pessoas entrou nos blocos de Direito e do Centro de Ciências Humanas (CCH) da UFRR. Eles interromperam as aulas e retiraram cartazes com conteúdos informativos e políticos. Segundo a Polícia Militar (PM), os integrantes alegaram que fiscalizavam propaganda político-partidária na instituição.
Ainda de acordo com a PM, o grupo retirou uma bandeira do prédio de Direito e depois seguiu para o CCH, no campus Paricarana, no bairro Aeroporto, onde recolheu materiais fixados nas paredes.
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