Após ameaças, sócia de Lulinha, Roberta Luchsinger decide tirar as filhas do Brasil
Após afirmar ter recebido ameaças, a lobista Roberta Luchsinger decidiu enviar as duas filhas para o exterior. A empresária, que se apresentava como sócia de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, afirm...
Após afirmar ter recebido ameaças, a lobista Roberta Luchsinger decidiu enviar as duas filhas para o exterior. A empresária, que se apresentava como sócia de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, afirmou, no sábado, 17, que temia pela própria segurança e pela das jovens, de 16 e 21 anos. “Quero deixar mais uma vez claro: se algo acontecer comigo ou com as minhas filhas, a culpa é do (presidente) Lula”, disse em entrevista à CNN.
Luchsinger atribuiu o início dos ataques contra ela e a família a uma declaração de Lula durante sabatina concedida à TV Globo, quando o presidente a chamou de “pilantra”. A empresária foi casada com o ex-delegado da PF (Polícia Federal) e ex-deputado federal Protógenes Queiroz, pai da filha mais nova, de 16 anos, que mantém vínculo com ele, hoje asilado na Suíça.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Roberta LuchsingerFoto: Reprodução/Instagram @roberta.luchsinger Roberta LuchsingerFoto: Reprodução/Instagram @roberta.luchsinger Roberta LuchsingerFoto: Reprodução/Instagram @roberta.luchsinger
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Protógenes ganhou projeção nacional em 2008, ao comandar a Operação Satiagraha, que investigou crimes financeiros e lavagem de dinheiro relacionados ao banqueiro Daniel Dantas. Em julho daquele ano, deixou a condução do caso em meio a divergências com a cúpula da PF sobre os rumos da investigação. No mês seguinte, Dantas afirmou, em depoimento à CPI dos Grampos, na Câmara, que Protógenes lhe havia dito que pretendia investigar Lulinha no âmbito da operação, mas fora impedido de levar a apuração adiante. Anos depois, Protógenes foi condenado por violação de sigilo funcional, perdeu o cargo na corporação e se mudou para a Suíça, onde pediu asilo político, alegando correr risco de vida.
Herdeira de uma família de banqueiros suíços, Luchsinger construiu relações no meio político e manteve proximidade pessoal e profissional com Lulinha. Os dois são investigados no âmbito da Operação Sem Desconto, que apura um esquema bilionário de fraudes no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). A empresária do ramo da tecnologia e da saúde foi alvo de um mandado de busca e apreensão no fim de 2025 e é suspeita de atuar como intermediária em negócios com a administração federal. A ex-mulher de Protógenes também teria recebido R$ 1,5 milhão em repasses do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. A um interlocutor, Antunes admitiu que o montante seria destinado ao “filho do rapaz”, expressão que, segundo a PF, faz referência ao filho mais velho de Lula.


Luchsinger atribuiu o início dos ataques contra ela e a família a uma declaração de Lula durante sabatina concedida à TV Globo, quando o presidente a chamou de “pilantra”. A empresária foi casada com o ex-delegado da PF (Polícia Federal) e ex-deputado federal Protógenes Queiroz, pai da filha mais nova, de 16 anos, que mantém vínculo com ele, hoje asilado na Suíça.
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Protógenes ganhou projeção nacional em 2008, ao comandar a Operação Satiagraha, que investigou crimes financeiros e lavagem de dinheiro relacionados ao banqueiro Daniel Dantas. Em julho daquele ano, deixou a condução do caso em meio a divergências com a cúpula da PF sobre os rumos da investigação. No mês seguinte, Dantas afirmou, em depoimento à CPI dos Grampos, na Câmara, que Protógenes lhe havia dito que pretendia investigar Lulinha no âmbito da operação, mas fora impedido de levar a apuração adiante. Anos depois, Protógenes foi condenado por violação de sigilo funcional, perdeu o cargo na corporação e se mudou para a Suíça, onde pediu asilo político, alegando correr risco de vida.
Herdeira de uma família de banqueiros suíços, Luchsinger construiu relações no meio político e manteve proximidade pessoal e profissional com Lulinha. Os dois são investigados no âmbito da Operação Sem Desconto, que apura um esquema bilionário de fraudes no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). A empresária do ramo da tecnologia e da saúde foi alvo de um mandado de busca e apreensão no fim de 2025 e é suspeita de atuar como intermediária em negócios com a administração federal. A ex-mulher de Protógenes também teria recebido R$ 1,5 milhão em repasses do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. A um interlocutor, Antunes admitiu que o montante seria destinado ao “filho do rapaz”, expressão que, segundo a PF, faz referência ao filho mais velho de Lula.

Foto: Reprodução/Instagram @roberta.luchsinger

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